A mensagem do Coringa

Um dia destes assistindo talvez pela décima vez o filme “O cavaleiro das trevas”, me deparei com o momento em que o Coringa se confronta Harvey Dent no hospital de Gothan e um diálogo quase monólogo ocorre. As palavras do Coringa me levaram a uma reflexão muito interessante, que decidi compartilhar com os amigos. Eis abaixo o trecho que levou-me a reflexão:

“Eu só fiz o que faço de melhor.
Eu peguei seu planozinho e o virei contra você.
Olha o que eu fiz com essa cidade, apenas com alguns galões de gasolina e umas balas.
Hum….?
Sabe… Ninguém se apavora se tudo acontece como o planejado.
Mesmo se o plano for aterrorizante! Se amanhã eu for até à imprensa e dizer que um caminhão cheio de soldados explodirá, ninguém se aterroriza, porque é tudo parte do plano.
Agora, se eu disser, porém, que um prefeitinho velho vai morrer… todo mundo perde a razão!
Introduza um pouco de anarquia, mude a ordem pré-estabelecida, e tudo se torna caos.
Eu sou um agente do caos. E sabe o que é bom no caos? O MEDO. “

O que isso tem a ver com agilidade você deve agora estar se perguntando. Eu respondo da seguinte forma:

O Manifesto Ágil deixa claro que é mais importante Responder a mudanças que seguir um plano, e o que os planos tem em comum, simples, todos têm a falsa ideia de caminho perfeito para alcançar um objetivo. O que temos visto por ai são cenários onde o plano deve ser seguido a risca para que o objetivo seja alcançado e o projeto obtenha o tão sonhado Sucesso.

Agora deixe que algo interfira no plano perfeito que foi traçado e veja o caos se instaurar. É isso o que ocorre em muitos projetos e que por falta de flexibilidade quando se deparam com o cenário não antes previsto e por fim acabam falhando. Não estou falando de gestão de riscos, mas bem que poderia ser. Óbvio que não iremos prever tudo o que pode ocorrer em um projeto, isso é ilusão, como já falei em um post anterior.

Ser ágil é responder a mudança, não quer dizer que o plano inicial seja alterado o tempo todo, mas sim que, se caso algo necessite de ajuste e acredite, vai precisar, é estar preparado para tal mudança, mesmo que o tempo para tal parece ser tardio. E se o negócio exigir uma mudança? E se o cliente simplesmente mudar de ideia? Claro que não precisamos traçar planos para cada uma destas hipóteses, até mesmo porque seria insanidade, mas é bom ao menos estar preparado caso necessário for.

Não defendo aqui que os planos são ruins, apenas que devemos ter cuidado para não seguir demais um plano, agarrando-se a ele de forma a perder de vista os reais propósitos que levaram a existência o próprio plano! Da mesma forma vejo muitas pessoas mais preocupadas em fazer Scrum, XP ou Kanban do que fazer software, isso é um erro absurdo, basta lembrar que existe antes de tudo isso o Manifesto Ágil, que “rege” a agilidade antes que qualquer método. Qualquer método pode ser substituído por outro mais eficiente em um determinado contexto. Os métodos ágeis são sim derivados das experiências e dos princípios que são na minha visão mais importantes que qualquer método.

A pergunta que devemos responder é, se algo mudar, como eu agirei? Sabendo a resposta e lembrando que devemos estar sempre atentos à mudança e aceitando mesmo que tardia, não nos tornamos reféns dos nossos planos e se por acaso alguma coisa der errado, não iremos nos desesperar por conta disso.

Aceitar a mudança acredite, faz parte do plano!

Até a próxima.

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